FAMILIA BATISTA EM VERANEIO

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DOUGLAS E A ESPOSA NÁDIA EM FESTA DE ANIVERSARIO

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FAMILIA BATISTA

FÁBIO E A ESPOSA CRISTIANE EM FESTA DE ANIVERSARIO

FÁBIO E A ESPOSA  CRISTIANE EM FESTA DE ANIVERSARIO
FAMILIA BATISTA

quarta-feira, 23 de abril de 2008

CANECA DE ÁGATA UM ANJO E UMA FUMAÇA

SUA CANEQUINHA DE ÁGATA,
SUA XÍCARA DE PORCELANA,
UMA CANÉCA DE ALUMÍNIO!

Eu não sei o quanto um filho ou uma filha prezam por seus pais, avós, tios, irmãos e primos !

Se for falar por mim, eu prezo, e muito, tanto os pais como avós e á todos! os tempos é que nos são ingratos e os afazeres é que nos afastam por bem ou por mal!

Falando de nossos pais e avós:

Eu Tenho visto por aí filhos ou filhas maltratarem ou tratarem seus pais e avós com muito desprezo ou até pior que cachorros eles são tratados!
O mais gozado é que dizemos isso só depois que eles partem para outra vida!
Partem para uma vida onde só os veremos através das suas imagens por fotos em lápides ou álbuns de fotografias! (Para isso é que servem ás fotos, para recordarmos aquilo o que ganhamos ou que perdemos, ás vezes perdemos mais do que ganhamos devidos ás nossas irracionalidades!).

Vou esquecer o que tenho visto e vou falar em prosa e verso de uma canequinha de ágata que eu usava para tomar meus cafés!(Servidos por uma avá muito querida, avó benedita que não tinha o sobre nome gonçalves mais que eu os coloquei aqui).

Falar também de uma xícara de porcelana portuguesa que minha avó Benedita tomava os seus cafés (e a pedia com muito cuidado para eu não tocá-la e quebrar...)

Falar também de uma caneca de alumínio que um falador papagaio tomava junto com ela (boca á boca)café com pão picado em miúdos ou esmigalhados pedaços de bolachas de sal e até com pequenos tacos de queijo branco!

Vou falar de Maria Benedita Gonçalves,

Canequinha de ágata tu eras minha, ou não?
Eras do louro? Aquele papagaio falador, reclamante e que assoviava o hino cisne branco?

Eras uma caneca meio escrachada pelo tempo de uso e que nas tuas bordas branca tinhas pequenas lascas sem contar que em teu fundo já empregnado da forte cor marron dos cafés que vó benedita dizia ser preto e não era!

Não parecia ser canequinha de pobre, e nem de cobre!
Parecia ser de um vagabundo, nem de todo mundo!

Gozado, era nela preferias me servir o teu preto café...
Tinha a cara meio amassada!
Da vida não estava cansada, sempre a levava com fé!

Forte! Alegre! à tudo e de tudo tú, vó Benedita que nunca alguem á chamou de dita, pois eu seu nome jamais ousaram por carinho ou por respeito mais do que outra coisa tentaram cortar o seu primeiro nome pela metade!

Mais a vida tem inicio meio e fim!
Servia-me um café exageradamente melado!
Muito quente que eu a obrigava soprá-lo para mim...

Eu bebia meio que á força,
Eu via aquele melaço do açúcar ficava ao fundo da caneca!
Para eu bebê-lo me fazia uns aviãozinhos meio que esquesitos e de boca aberta ficava para agradá-la e beber um prazeiroso café...
Aliás se na marra ou não ou bebia ou ficava sem!

Para agradá-la eu aceitava...
Tudo bem! Tudo bem, eu bebo vovó!

ÁH! Quando eu corria meio estrambelado e caia ao solo...
Isso não são motivos para chorar filhinho!
Isso era o que você me dizia quando eu tombava!
Com os joelhinhos machucando sangrando, e agora?

O que tu fazias que seria á tua imediata reação?
Soprava-o, limpava-o, que delicadeza!
Eras meia índia, meio espanhola, quem sabe se até portuguesa!
Nimguém sabe, uns dizem umas coisas e outros outras coisas, se india ou não o que importava?

O que me importa era a tua grandeza...
Dizem que beleza não se põe á mesa!
Sua aparência não era exuberante por fora...
Por dentro era lindíssima, eras só alegrias...

Parecias uma verdadeira criança e que de tanto rir até derramavas lágrimas e micçavas em pé, fazendo-me passar vergonha frente aos marmanjões que aos seus atos urinarios os viam...

Limpavas ás tuas lagrimas provocadas pelos teus infantis sorrisos com uns pequenos esfregões dos dedos sobre as tuas já cansadas palpebras...

Falemos de minha infancia contigo e de nossas pequenas vasilhas...
Para mim o que na caneca de ágata me servias...

Adocicavas o meu café com um pouco dos montes de açúcar demerara recolhido de dentro dos vagões de trem que muitas vezes estacionavam ao lado de tua casa...
Aí vovó voce me colocava dentro de um dos vagões e mandava-me recolher do solo dele para colocar numa vazilha todo o açucar recolhido e que em seu piso ficava para juntar de abelhas...

Ao papagaio era servida uma maçaroca que o deixava feliz!

Tudo era servido á ele numa canequinha de um reluzente alumínio que até parecia prata de tão areado que estava...
Como o louro de não tinha paladar de nada reclamava quando bebia o teu melado café, feliz ele ficava e até repetia!

ETA papagaio safado! E era o unico que não sabia chamar outro nome senão o diminutivo...

___Dita! O loro quer café... Mamãe o loro quer café...
Você bondosamente ia e o atendia...

___ “O café ta quente! O café ta Quente!” dizia o verde bicho já trocando as penas!”
___Mamãe, o loro ta com fome!

Você dava á ele girassol, depois eu tirava um punhado para comer e o loro gritava,
___Ladrão! Pega Ladrão!Pega Ladrão!

Ou senão,assoviava e falava,
___Bob!Bob!Bob, pega ladrão!Pega ladrão!

Que papagaio idiota! Eu é que comia quase todo o seu girassol e depois o papagaio é que levava á fama! Acredito até que o papagaio se dava por feliz quando eu não estava lá, pois era só eu chegar e ele gritava, ___ "Ai!Ai!Ai! O loro tá apanhando!"

É verdade mesmo,
Quantas vezes eu peguei o rodo para bater o seu cabo na cabeça daquele falador papagaio...

A ave já quase que pelada e parecendo estar pronta para ir para a panela... Eu era tão pequeno e não entendia porque nunca se fritava aquela ave.
Será que se comem papagaios?

Lembra-se o que eu lhe perguntei ao ver teu papagaio perdendo as penas?
___O loro está ficando pelado vó?

Você me respondeu...
___ “Qual nada meu filho ele apenas está perdendo o paletó!”
E depois sorriste, pensando que eu era bobo!

Voce era um relogio biologico fantastico...
Esses eram os seus horarios e teus vícios:

Cinco e trinta da manhã você acordava ao som Tonico e Tinoco ou de barreiro e barreirinho.

Pegavas a tua brilhante chaleira e nela colocava água para ferver num fogão á lenha que enfumaça todo o cais do porto, eu não sei porque o papagaio nunca gritou, ___Fogo!Fogo!Tá Pegando fogo! Socorro!

Preparava o bule, o coador de pano que me dizias ser um pé de meia...
Outras vezes dizia-me que o coador era uma velha calcinha de uma poderosa bruxa!
Teu café era bebido para provar seu paladar,numa tampa de alumínio da garrafa térmica, ou numa xícara de porcelana portuguesa...

Para isso tinhas toda uma celebração...

Primeiro jogava o café soltando brasas numa no pires da xícara...
Depois soprava o café com muito cuidado!

Aí colocava a ponta da tua língua por debaixo do pires fazendo beicinhos e com muita graça tomava o teu cafezinho fechando os olhos e sugando-o fazendo um barulho de sucção como que agradecendo aos deuses pela dádiva bebida.

Quando o café do pires acabava você ia colocando pouco á pouco o que estava na xícara até que nela ficasse só o resíduo do açúcar demerara, aí sim você bebia o que estava na xícara...

Depois de estalares a língua nos beiços vós exclamavas, ___ “Ta deliciosooo!”

Depois de tomar o café vinha o ato de limpar as vasilhas...
Isso também era tido como sagrado!

Tudo era colocado ao teu lado, dentro da pia, sem nada derrubar ou quebrar!
Que autarquia!Que prática!

Pegavas um pedaço sabão de côco de nome carioca...
O colocava sobre um pedaço de pano e molhando-os na água da torneira...
Á seguir toda uma outra cerimônia...

Raspava o pano no sabão...

No pano já espumando colocava um tico saponáceo radium e ainda por cima untava o pano com a cinza das lenhas do teu fogão...
Esfregava-o nas vasilhas deixando-as brilhantes iguais um espelho...

Hoje não mais se faz isso...
Que raça tinha, que flor tu eras, do campo?
Diz-se que muitas flores juntas não se tem como definir quais são os cheiros que cada uma delas tem...

Você era a única que tinha um perfume natural!

O fumo de corda misturado com café e cheiro da lenha queimada!
Ou a dama da noite em dias de vendaval...
Não é brincadeira! Por causa disso é que eu adoro os cheiros do fumo de corda, do café e bem de longe o cheira das ardidas fumaça de fogões á lenha.

Importa é dizer que os alores daquela velha cabocla eram vários!
De manhã antes de seu sagrado forte e melado café á ponto do açúcar soçobrar no fundo da xícara de porcelana o seu alor era da flor dama da meia noite!

Com o passar das horas, o seu cheiro ia para folhas de fumo de corda!
Os teus cheiros eram adocicados!

O cortar do fumo de rolo eram dessa forma;

deslaçados picotados bem fininhos depois de triturados pelo afiado corte de uma nyfe holandesa de sete estalos!
Lembro que essa sevilhana ou canivete de marinheiros houvera sido dada por meu pai!
Que sevilhana! Que bacana!Como cortava!
Ela era com o seu cabo forrado em madriperola e quase que toda ornada em prata com uma lamina toda em aço!

Depois vinha o cheiro da fumaça do graveto de madeira que usava para acender teu pito e que misturado ao fumo de corda expeliam de tua suave e santa boca pequenos rolos de fumaças.

Tudo era uma cerimonia angelical puramente extraído do bojo de seu minúsculo cachimbo feito por ti de forma bem indígena e artesanal!

Assim você fazia teu pito...

Primeiro, pegavas a argila no fundo de teu quintal!
Massageava-a a vermelha massa carinhosamente...

Usava as duas mãos como se fosse fazer um pequeno boneco de barro!
Tudo da mesma forma que o criador fez o homem!
Depois, dava a massa a forma de cachimbo, ou pito como o costumava chamar.

Fazia um minusculo furo para colocar nele o seu cabo para completá-lo!
Pedia a minha ajuda!

Dizia-me,
___ “filho”, vá ver um bambu para á sua avó!
___Preciso fazer o cabinho para o pito!

Eu atendia e Lá ia ainda que pequeninho correndo á caça de um bambu...
É claro que eu não o cortava! Apenas procurava num local por ela me indicado pedaços de bambus já guardados para esses trabalhos.

Para cortar o pedaço do bambu no seu tamanho desejado era usada a sevilhana dada por papai! O filho NÁ!

Abria a NYFE para cortar o bambu com maestria!
Trec... Trec... Trec... Trec... Trec... Trec...!
Pronto sete estalos!

Vamos à cerimônia dos Deuses...
Cortava e limpava o bambu fazendo o cabo do cachimbo, de seu pito!!!

Para fumar o cachimbo que era seguro com á mão esquerda,apanhava punhado á punhado do fumo picado que também estava nessa mesma mão e com a mão direita pressionava o fumo até encher na borda!
Quando tudo estava pronto...

Apanhava com a mão uma brasa ainda bem viva do fogão a lenha e como se fosse de ferro e sem se queimar colocava-a sobre o cachimbo ou para isso usava algum graveto aceso.

Ia pitando e apertando cada vez mais com o polegar a brasa!
Eu perguntava,
___Vovó a senhora não vai queimar o dedo?
___Você me respondia eu sou calejada!
Eu lá sabia o que era isso?

Fumava o pito com tanta perfeição e fineza olhando para os céus e calcando o fumo com o dedo polegar da mão esquerda fazendo com que mais fumaças e mais fumaças saíssem indo defumar á tudo e a todos!

Até parecia que elas estavam indo parar nas narinas dos anjos que nas nuvens estavam pairando...

___Vovó! A fumaça está indo para o céu! eu dizia.
___Anjos também fumam meu filho!
Isso era o que você me dizia, se perguntado por mim...

Depois, virava o corpo para o lado e cuspia tua saliva no solo, pisando e esfregando-a com a sola do teu grosse tamanco para não deixar vestígios!

Pensavas que eu era bobo?
Tinhas muitas outras fantasias...
Em algumas eu acreditava, pois era pequenino... Noutras já não!

Dizias que em noite de lua cheia para eu ter cuidado com o lobisomem...
Que na sexta feira santa eu não podia brincar no mato, pois eu desapareceria.
Dizia-me para eu não brincar no matagal ao lado da linha do trem porque o maquinista me faria sumir...

Dizia-me para eu não olhar nos buracos das portas das latrinas quando uma moça entrasse para usá-la e vê-la o que fazia, porque elas se transformariam em feiticeiras...

Quando passava um marinheiro qualquer, tu seguravas á minha mão e a amarravas uma das pontas de tua saia para fazer uma simpatia e arranjar um namorado...
Teu sorriso era inigualável, escrachado, soberbo e infantil como uma criança ao ver um gracejo de alguém!

Agora, depois que sumiste igual á fumaça...
Está nos céus aos lados dos teus...
Rindo á toa, com as graças que os anjos fazem também!

JCG

"ÁRVORE GENEOLÓGICA DA FAMILIA PEDRAZZOLI"

sábado, 5 de abril de 2008

"ELIDIA"


"ELIDIA PEDRASSOLI GONÇALVES"

"CLEMÊNCIO GONÇALVES O PATRIARCA DA FAMILIA GONÇALVES"







"CLEMÊNCIO GONÇALVES NA EPOCA COM 27 ANOS, NASCIDO EM 1897 ARVORÉ GENEOLÓGICA DOS GONÇALVES"




AVÔ CLEMÊNCIO O PATRIARCA DA FAMILIA GONÇALVES

terça-feira, 1 de abril de 2008

"JUVENAL GONÇALVES"








"JUVENAL GONÇALVES - FILHO DE CLEMÊNCIO GONÇALVES & MARIA BENEDITA GONÇALVES"

"SOLANGE"

"SOLANGE"
"DILMA SOLANGE GONÇALVES"

3X4 " CLEMÊNCIO GONÇALVES"

3X4 " CLEMÊNCIO GONÇALVES"
"CLEMÊNCIO GONÇALVES PATRIARCA DA FAMILIA GONÇALVES"

OS PATRIARCAS E AS MATRIARCAS DAS NOSSAS FAMILIAS: PEDRAZZOLI E OU"

Minha foto
SÃO VICENTE, SÃO PAULO, Brazil
ESTE URL FOI FEITO PARA QUE AS FAMILIAS GONÇALVES E PEDRAZZOLI OU OUTROS DA MESMA ARVORE GENEALÓGICA E FAMILIAR CONSTRUAM TODO O MAPA DAS SUAS RAIZES GENEALÓGICA. AQUELES QUE PERTENCEREM (A ARVORE GENEALÓGICA PEDRAZZOLI E OU GONÇALVES NOS MESMOS GRAUS DE PARENTESCOS E QUE QUIZEREM MONTAR Á HISTORIA DE NOSSAS FAMILIAS ASCENDENTES E DESCENDENTES E QUE PUDEREM COOPERAR COM FOTOS DA FAMÍLIA NOS ENVIEM AS FOTOS E OS DADOS POR E-MAIL: jcgoriginal@hotmail.com OU NOS CONTATEM PELO BLOG

ARQUIVOS DO BLOG "GONÇALVES & PEDRASSOLI"